A saída da Ministra Marina Silva, do Ministério do Meio Ambiente, deve ser encarada como uma manifestação do próprio governo Lula de que o debate do “desenvolvimento sustentável” não passa de mais em engodo da Frente Popular.
Marina, já cansada, representava um grupo de “xiitas radicais”, cujo maior talento demonstrado foi “a boa vida” e o “ócio”.
O agronegócio, que bota a comida na mesa do brasileiro e que gere um modelo de “agricultura sustentável” respeitado pelo mundo não poderia ficar refém do romantismo.
E o PIB? Não dava para parar os responsáveis pelo aumento do PIB brasileiro nos últimos anos.O agronegócio que durante um bom tempo reclamou resolveu agir.
Não dava mais. O sustentáculo da Marina eram as ONGs e uma turma acostumada a gastar dinheiro público em projetos ambientais desnecessários e sem muito controle na forma como são gastos tais recursos.
São bem pagos para “emperrar” o desenvolvimento e aperfeiçoar teses sobre como “viver às custas do ambientalismo”.
O que eles estão menos preocupados é com as “gerações futuras” e com a verdadeira "sustentabilidade".
Agora que Marina saiu, depois de 5 anos e meio, o que ficou para o Acre?
O que se sabe é que as Reservas Extrativistas, idealizadas pela própria Marina, nunca foram tão agredidas. Se não fosse o gado, o tão combatido gado, as populações extrativistas viveriam em miséria plena.
A Serra do Divisor, no Juruá, é outro exemplo. Foram 5 anos e meio e a única coisa que temos por lá é a “presença de dois guardas ambientais” para cuidar da imensa região que abriga a maior biodiversidade do planeta.
Tem mais. A biopirataria não cessou na gestão de Marina. Ao contrário, cresceu e se institucionalizou através de uma tal de “Lei de Concessão de Florestas Públicas” que nada mais é do que a “entrega legal” do nosso patrimônio biológico aos interesses internacionais.
Foram 5 anos e meio e que devem ser lembrados como o período em que o estado do Acre mais desmatou em toda sua história. Quem não lembra da “atmosfera de 2005”. O Acre inteiro sabe o que causou tal “acidente ambiental”, menos Marina Silva, a Ministra do Meio Ambiente.
Foram 5 anos e meio mais tristes para a história do Rio Acre. Salvo uma verbinha aqui outra ali nada foi feito pelo mais importante manancial do estado.
Para finalizar, foi na gestão de Marina Silva que o Acre mais exportou madeira bruta para o exterior.
A mesma Marina que dizia que o melhor era “gerar riquezas localmente”, beneficiando a matéria prima, não disse nada.
Com todo respeito que todos devemos ter a Marina, pela sua história de vida, é que fazemos essas considerações.
A pergunta é: o que ficou para o Acre?

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