segunda-feira, 19 de maio de 2008

Duelo na CPI

Duelo na CPI
Postado por Cristiana Lôbo em 19 de Maio de 2008 às 15:17

Governo e oposição se preparam para o duelo de amanhã na CPI dos Cartões Corportativos. Lá, os dois depoentes, José Aparecino Nunes Pires, ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil da Presidência da República e André Fernandes, assessor do senador tucano Álvaro Dias, vão apresentar suas versões sobre o vazamento do tal dossiê sobre gastos do governo Fernando Henrique Cardoso. Pelo que dizem os dois lados, e a seguir o depoimento que prestaram à Polícia Federal, as versões serão conflitantes.

José Aparecido pretende repetir ao Senado o que disse à PF: que foi por distração e erro que enviou em anexo a André Fernandes o “banco de dados” que estava sendo feito na Casa Civil. Deputados da oposição dizem que pouco importa a razão do envio do anexo, se por distração ou de propósito, eles vão tentar desmontar a idéia de que houve uma cadeia de comando de superiores de Aparecido na confecção do tal documento.

- As informações chegaram a José Aparecido por um subordinado dele e não por um superior hierárquico. Isso quer dizer que o assunto está circunscrito à relação pessoal dos dois. Eles são amigos de longa data, já trabalharam juntos no governo Cristóvam e nem a política em lado opostos abalou essa amizade - disse o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), um dos expoentes do PT na CPI.

Na oposição, a avaliação é a de que a amizade entre Aparecido e André poderá ser abalada com esta presença conjunta na CPI porque André pretende insistir na tese de que se tratava de um dossiê para constranger a oposição - nos mesmos moldes em que sustentou perante a Polícia Federal.

Cada lado vai defender o seu ponto de vista, o que é bastante compreensível. Só não seria razoável alguém encampar o argumento de Aparecido segundo o qual o envio do tal dossiê em anexo aconteceu por um equívoco e distração na hora de enviar mensagem. Este argumento pode ser razoável para a defesa jurídica de José Aparecido. Mas não para convencer o outro lado.

Mas vale lembrar como alguns petistas são distraídos. A então ministra Matilde disse que pagou compra em free shop com cartão corporativo por distração e Orlando Silva se confundiu e pagou a tapioca em Brasília com o cartão do governo. É melhor o pessoal prestar mais atenção…

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